Kerouac
eu naum sou o Kerouac mas tambem tenho meu "Livro dos sonhos". direto dele:
dia escuro, eu na beira da BR, querendo ir pra algum lugar e vejo esses caras abordando as pessoas, as roubando, batendo. mas de algma forma eu tenho uma certa empatia com elas e sei la no fundo q nada iria me acontecer. memso assim sinto medo. vou pro ponto de onibus, onde estah meu pai, que tb assite a toda a cena. eu fico do lado dele, como que buscando proteçao ou o protegendo, nos protegendo na verdade, aquela coisa da familia neh. ai ele se vira e me diz:
- se vc acha q vai ficar aqui do meu lado, tah muito enganado.
ou qualquer coisa do tipo, fato foi que ele me dispensou. aih eu saio correndo, mas vou em direçao aos marginais, diminuo a marcha qdo passo perto deles, cumprimento, sinto a mesma empatia e continuo a correr, pq eu penso q eles tem certa simpatia comigo mas naum eh bom facilitar pq uma raposa eh sempre uma raposa. (Vulpecula semper vulpecula).
aih eu começo a subir uma rua q aparece muito em meus sonhos. um lugar muito pobre, escuro, aquele clima todo de tensao no ar, sempre. dah pra sentir o cheiro da morte claramente. eu continuo a subir e chego num beco muito sujo, cheio de madeira no chao, onde tem um barraco. entro no lote do barraco, acho q armado, e começo a procurar nao sei quem, q eu estava procurando. aih naum sei o q acontece, começo a ver todo o caminho percorrido pelas ruas desse lugar de tras pra frente. o q eu mais me recordo era do asfalto molhado e do brilho das lampadas amarelas (ou laranjas) nele. a sensaçao. jaqueta jeans, 38 preto, asfalto molhado, brilho das luzes. meu pai.

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