quinta-feira, setembro 02, 2004

Automatizaram o bordel

Em meus sonhos de moleque, de novelas, de filme, de ouvir histohrias, o bordel seria um lugar de farra, de bebida, jogatina, musica rolando... Seria uma casa com luz vermelha na entrada e, la dentro, odaliscas circulando pra baixo e pra cima em roupas minimas e sorrisos maximos. Um lugar onde se iria curar o mal que eh uma semana inteirinha de trabalho. Onde se escutaria musica, se beberia, diria bobagem a plenos pulmoes e, qdo se cansasse do social, escolheria uma menina e subiria pra um dos quartos de taum distinta casa, para um repouso merecido. Um repouso de alma, claro.
Cedendo aos convites ininterruptos de um amigo, fui conhecer um bordel moderno. Q choque! q decepçao. somos recebidos logo na porta, por seguranças q mais parecem aqueles vigias da Nova Brasilia, querendo saber se alguem tah pensando em roubar um biscoito. Carteirinha de D.C.E. na maum (vale mais q identidade), adentramos o malfadado local, inferninho. Corredores estreitos lotados de homens q andam a passos miudos, em fila, tomando um cuidado enorme pra naum se esbarrar, tal qual peças em uma esteira. Parece a Missao, banguelos, suados, trabalhadores, garotoes empolgados, todos no mesmo passo. Cheiro de incenso maldito, macumba industrial. Portas e mais portas demulheres para todos os gostos e bolsos, um entra e sai sem fim. As mulheres exibindo seus corpos no batente da porta, torcendo pra que naum seja um aleijado o proximo consumidor. Naum sei naum, mas eu tive a impressao q o q os clientes comem eh a alma dessas meninas. Chega uma hora em que se acostuma e se passa a ver aquilo ali como uma coisa normal, e nem se olha tanto. Como alguem pode se sujeitar a tanto? ou melhor, a taum pouco? lah fora, haveria de ter um mundo, quem seriam essas mulheres no mundo lah fora? seus sonhos, planos... lah dentro, eram mahquinas. maquinas de sexo q funcionam como um fliperama, um videoke, uma sessao de cinema q passa um filme ao gosto do fregues.
Podem me chamar do q for, mas pra mim naum deu. naum vi graça, naum vi cor, naum vi festa, soh degradaçao, imundicie. diversao para almas pequenas. TUDO VALE A PENA, SE A ALMA EH PEQUENA, como disse nosso querido Fernando Pessoa. eu iria acabar sentado na cama conversando.
Na saida, aceso o inevitavel cigarro de depois do prazer, prazer de naum ter feito nada.

1 Comments:

Blogger Rafael Giuliani said...

o acesso das mulheres eh liberado... apesar deu naum ter visto nenhuma "cliente" por lah.
tou afim de conversar c/ vc..

12:14 AM  

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