Imagine viver sem ter às costas o peso da sobrevivência. O trabalho é castigo.
Assim começava um texto ótimo que eu já estava acabando, mas o computador fez o favor de simplesmente desligar, e eu perdi tudo.
Mudemos de assunto então.
Amor, será que eu te amo? Ou será esse amor armadilha dos sentidos? Ou seria insegurança, ficar com quem me quer e que “barely” me satisfaz, com medo da solidão e de ter que voltar com o rabinho entre as pernas? Amor, sempre quis um amor. Mas agora, o que faço? É maravilhoso ter quem me diga doçuras e quem brigue por sentir minha desatenção. É o maior elogio que se pode fazer, a briga por ciúme. A necessidade.
Será necessidade? O que me faz sentir tua falta. O que me faz morder a mandíbula até doer, quando estou em casa à noite, pensando em nada.
Pensando em nada. Isso me faz lembrar de um outro assunto que eu queria tratar. Uma conversa que tive, numa quebrada, com um viciado. “Qualquer um voltaria no tempo se pudesse. Quando eu era pequeno, queria fazer altas fita, tinha coragem de fazer altas fita.” Minha avó, quando me viu com ele disse “cuidado, diga-me cm quem andas e eu te direi quem és”, e eu respondi que Jesus andava entre todos e dissera quem nunca pecara deveria atirar a primeira pedra em Madalena. Bobagem dela discutir comigo, desde pequeno exercito as palavras e tento justificar o injustificável apenas como mero exercício lingüístico. O fato é que eu só preciso tomar cuidado comigo mesmo. Nunca fui o tipo influenciável, a não ser por meus pensamentos conflitantes acelerados e apocalípticos, uma influência de minha família por parte de pai, que adora ver o mundo como próximo do fim e dizer “isso não tem jeito” pra tudo, pro Brasil e pro mundo.
O mundo fica tão pequeno quando se está preso a uma única coisa, quando se quer uma única coisa. O único remédio que se encontra na vida é encontra-la e consumi-la, para que se volte à busca novamente. Os místicos não disseram sempre que todo o mundo estava contido em uma única molécula? Os viciados entendem isso como ninguém, todo o mundo deles está contido em uma única pedra. Um monolito caro, minúsculo e destruidor de tudo. TUDO TUDO TUDO. Tudo mesmo, tudinho. Vocês sabem o que é tudo? Lembrem-se da infância. Analisem o decorrer da vida, o que é importante, amor. “Qualquer um voltaria no tempo se pudesse.”
A vida tem estado tão preta e branca!
Parece uma distração, uma emoção, fugir da polícia. Fazer correria, ir seis sete vezes ao mesmo lugar fazer a mesma coisa, tornar-se íntimo da moçada. Um dia cai um ou outro, mas isso é normal, distrai-se diante da vida opressora assim.Não estou amargo, constato que, irmãos, não caminhamos de mãos dadas.

2 Comments:
anônimo querido(a), dê uam pista, vc é de BH ou do Rio?
Mais..mais..mais..eu quero mais de td que vcs tem..ahhhhhhhhhh vc quer melzinho com papaia quer?????entao querido?...Assim vai perder o encanto..vou te dar uma pistazinha...."Sou do mundo sou....'Rhaáááááá...rsrsrsrsbeijkas lindoooooooooo
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