segunda-feira, agosto 30, 2004

deixa em paz meu coraçaum, q ele eh um pote ateh aqui de mahgoa

amanheceu e ninguem viu. o Sol, tolo, organizado e metohdico ignora o desejo dos amantes e surge para esfriar os resquicios da noite q jah eh passada. as pessoas lah fora ainda cantam em volta da mesa, tentando esticar a noite ainda mais, temendo qualquer passo em falso: um escorregaum agora pode acabar com a noite. o laço que nos une a todos eh agora cada vez mais fragil, inda mais agora, q a luz escarra transparencia em nossos rostos e luminescencias de lucidez nos dizem isso ou aquilo dos amigos q fizemos pela madrugada. JULGAMENTO afinal! taum humano, nega... nega? "deixa em paz meu coraçaum..." na madrugada anterior tudo era celebraçaum, vida! vida! quero mais morte! afinal, o que eh viver senaum consumir a vida?? a vida se completa com a morte que perpetuamos todos os dias, e qdo aceleramos o processo, temos os prazeres hedonistas. evoeh baco! Roma hj estah ao alcance de todos. naum eh privilehgio de Caesares o desbunde, a orgia. temos opçoes em todas as esquinas, podemos escolher varios tipos de morte, lentas e voluptuosas.todos querem em seus finais de semana mediocres escapar de suas vidas o mais longe possivel, escapar de si mesmos, de suas mentes e corpos e saem CARENTES como um nenem precisando de colo da mamae buscando maneiras de AFIRMAR SUA FELICIDADE para todos. beijam na boca, e olham no espelho; bebem e sorriem, sem tirar os olhos dele (como eu estou?); fumam e escarram em seus proprios copos e bebem tudo! saum mestres em seguir ateh os manuais de mau-comportamento. junte tudo isso, e naum completas nem um pedaciho do buraco da alma, q grita por um pouco de ar, mas aqui nessa boate tah dificil. como foi q EU vim parar aqui? vamos voltar pro sol, pras pessoas em volta da mesa: as pessoas q cantavam em volta da mesa jah foram, os q dançaram, os q tocaram, os q se perderam, o q passou mal, quem sentiu sono, quem se perdeu, foram todos embora. ficamos eu, alguem q eu conheci, o dono do bar e o trio alucinogeno. "deixa em paz meu coraçaum, q ele eh um pote ateh aqui de mahgoa" o mais avoado do trio sorriso-aereo naum me deixava esquecer minha propria chaga. mais vinho! naum, obrigado, jah tive minha quota de lucidez por hj. e minha noite naum terminava, eu proprio "anoitecendo, meio de porre", como diz o sambista. sabe aqueles momentos de lucidez extrema durante um porre, aquele momento de luz, em que tudo se encaixa e se ve tudo por cima, de outra perspectivas e se ri ou se chora? essa noite naum veio. essa noite era soh celebraçaum da morte q era a vida, depois viria a lucidez, o carteiro, o trocador de onibus, o funcionario publico e o dono do ar, querendo fechar. o trio abraçado, rindo, eu abraçado rindo deles e, de certa forma, de mim. nossa noite certamente naum terminaria ali.

sexta-feira, agosto 27, 2004

A Stellar contou tudinho (ou quase tudinho) da histohria. pq eh q nohs brasileiros qdo queremos reforçar uma idehia colocamos no diminutivo hein? ("Tah a madura a fruta, Miguel?" "Olha, naum tah madurinha naum..." "Entaum tah madura?" "Tah madura.... num tah assim.... madurinha madurinha num tah naum.....") Ela naum contou q eu tb detesto salas de bate papo, e q qdo eu entro entro naum entro na uol... Ela tambehm omitiu (ou naum ficou sabendo) o fato de q eu, qdo conheci, achei ela bem chata, talvez pelo fato dela ficar me pedindo para ligar para uma casa noturna de Belo Horizonte sem eu entender pq... e ela tb naum queria explicar. mas.... se ela fosse taaaaauuum chata assim, eu naum teria ficado tentando conversar com ela tanto como eu tentei nesse dia. naum sei se era pq ela estudava frances, se eram as madeixas rubras... se era o jeito franco de dizer as coisas ( q acho q foi o q mais me impressionou ) mas estamos aih... em peh sem cair, deitados sem dormir! hj eu naum vivo sem ela (apesar dela achar q vivo sim, muito bem) e deixo sempre em aberto um convite has montanhas. eu dei a ideia do blog pq ela me disse q naum entendia como eu nunca tinha tido um... aih eu disse q nunca tinha pensado nisso mas q tb naum entendia e q achava q era pq eu naum animava de ter um sozinho (talvez pelo medo de naum ser lido) ou por nam querer dividir a responsabilidade sozinho. nem sei mais o q eu tou falando.... bom, mas como eu vi nela uma cultura legal, gosta de escrever, q eh o mais importante, sabe fazer parceria, e (maravilhoso!) topa as coisas... naum tem medo de se envolver o nome dela com um nome como o meu: rafa, q , eu quero lembrar a todos, q naum eh sempre o rafael da identidade verde assinada-carimbada q eu perdi naum... serei muitos... como Der Steppenwolf. vcs verao minha miragem distorcida, naum minha face. bom, verao minha face tb... EH TEMPO ELEITORAL MAS NAUM QUERO FAZER PROMESSAS: A POESIA JAH ESTAH FARTA DAS GRANDES PALAVRAS!
tive esse sonho q tenho tido varias vezes, naum o mesmo sonho, mas sempre nesse mesmo lugar, com as mesmas pessoas. eh um andar de um prehdio mas por alguma razao, todos tratam ali como se fosse a Faculdade. dessa vez eu estava no meu lado do andar (pq tem isso nno sonho) e ouço do apartamento vizinho uma sonzera maravilhosa (sempre rolava musica quente lah) e vou quase q instantaneamente ver o q pega. chegando lah, tah uma banda cheia de instrumentos de percusaao marron claro enormes, inclusive com uma figura conhecida dos sonhos do apartamento tocando o maior deles. eh como se fosse um bongo mas enorme. eu percebo q naum eh um show, tem uma mesa cheia de gente... tem esse cara q eu desconfio q eh de vespasiano de mini blusa e saia e, de algum modo eu sei q ele naum pode saber q eu o conheço senaum eu seria excluido, pq ele poderia ter medo deu abrir o bico. eu gosoto do lugar. sei q jah estive lah, q sempre rola som legal (eu quero tocar c/ essa banda!), eh uma banda de velhos, todos velhos, todos sabem tudo. o q mais me atraiu eu lembro foi a pegada do ritmo meio baiao meio choro. aih me vem o dono do apartamento e eu percebo q ele vai me mandar embora pq acha q eu naum estou acostumado com aquele tipo de ambiente: na mesa quase ninguem olhava pra mim, quase todos velhos, bichas estranhas. clima de filme de hopio no ar. eu jah me adianto: - olha eu naum assuto com qualquer coisa naum. o que estava sentado mais perto da gente, olhou pro dono, como q edindo pra eu ficar: "eh, ele naum se assusta com nada msm naum." e aih me vem essa bicha doidona, de blusa de frio azul-marinho, cara de acido e me diz: "vamus prum bar, vamus beber alguma coisa". eu assuto com o convite e grito na cara dele q naum. o dono diz q eh melhor msm, q tinha uns bares la m baixo (qdo ele diz isso me vem na mente os bares do maleta), ou q a gente podia tommar alguma coisa no D.A. EU, tentando desfazer o mal-estar do meu grito, digo q naum pq eu naum bebo halcool. aih vejo muitos amigos meus da faculdade e todos vaum ficar e eu tenho q ir embora. eu digo bem alto: "todo mundo pode ficar menos eu? tenhu q ir embora?" meus amigos ficam ao meu lado, sem graças, mas naum me dizem nada (eles querem ficar) e eu tenho q ir ainda espero pra ver se alguem se importa, mas saio pela porta.

quarta-feira, agosto 25, 2004

Kerouac

eu naum sou o Kerouac mas tambem tenho meu "Livro dos sonhos". direto dele: dia escuro, eu na beira da BR, querendo ir pra algum lugar e vejo esses caras abordando as pessoas, as roubando, batendo. mas de algma forma eu tenho uma certa empatia com elas e sei la no fundo q nada iria me acontecer. memso assim sinto medo. vou pro ponto de onibus, onde estah meu pai, que tb assite a toda a cena. eu fico do lado dele, como que buscando proteçao ou o protegendo, nos protegendo na verdade, aquela coisa da familia neh. ai ele se vira e me diz: - se vc acha q vai ficar aqui do meu lado, tah muito enganado. ou qualquer coisa do tipo, fato foi que ele me dispensou. aih eu saio correndo, mas vou em direçao aos marginais, diminuo a marcha qdo passo perto deles, cumprimento, sinto a mesma empatia e continuo a correr, pq eu penso q eles tem certa simpatia comigo mas naum eh bom facilitar pq uma raposa eh sempre uma raposa. (Vulpecula semper vulpecula). aih eu começo a subir uma rua q aparece muito em meus sonhos. um lugar muito pobre, escuro, aquele clima todo de tensao no ar, sempre. dah pra sentir o cheiro da morte claramente. eu continuo a subir e chego num beco muito sujo, cheio de madeira no chao, onde tem um barraco. entro no lote do barraco, acho q armado, e começo a procurar nao sei quem, q eu estava procurando. aih naum sei o q acontece, começo a ver todo o caminho percorrido pelas ruas desse lugar de tras pra frente. o q eu mais me recordo era do asfalto molhado e do brilho das lampadas amarelas (ou laranjas) nele. a sensaçao. jaqueta jeans, 38 preto, asfalto molhado, brilho das luzes. meu pai.

terça-feira, agosto 24, 2004

pois eh

agora que a festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu e a noite esfriou o dia nao veio, nao veio o bonde, o riso tambem nao, nem veio a utopia. depois de "tempo sem escrever linha", stagnado na cruz da vida, volto a preencher as tuas linhas brancas de cor com o preto e branco do meu olhar vago, absorto no precipicio de escuridao, ainda que tao seduzido muitas vezes pela luz de tua cidadela prateada, incensada, dourada ou que merda for. qdo eu andava despreocupado pelas ruas da capital, sem pensar no futuro, destilando meu acido pelas ruas molhadas de cimento viscoso e brilhante da fina chuva que cahia para acalmar os animos, que convidava a dançar sob a inocencia das coisas da noite, como se a capital fosse na vila de ceara: uruauh, como se eu fosse personagem principal de PAU-BRASIL, inocente e imundo. eu sei, espero q saibam, q isso eh so um testeeeeee